
Como você sente-se quando esquece o telefone celular em casa? Sente-se perdido, desorientado?
Se a sua resposta é sim, você faz parte da grande parcela da população que tem o celular como seu objeto mais pessoal. Essa realidade é conseqüência do atual estágio da evolução da comunicação: a era digital.
Desde os primórdios, o homem sentiu necessidade de se comunicar, para isso foi preciso criar meios que favorecessem essa comunicação.
Os desenhos nas paredes das cavernas na Pré-História e mais tarde a invenção da escrita, por volta de 3.300 a.C, foram os primeiros passos desse processo de transformação contínua que chega aos nossos dias sempre com a perspectiva de novos avanços.
Chegamos á era digital, onde barreiras como a distância, o tempo e a imobilidade já não são problemas para a comunicação. O telefone celular, a internet, permite às pessoas estarem conectadas 24 horas por dia, de qualquer lugar para qualquer lugar.
Mas a era digital não traz apenas benefícios. Juntamente com a sedutora comodidade e facilidade em se comunicar, ela favorece também o enfraquecimento das relações humanas, do contato, da comunicação pessoal propriamente dita, contribuindo para o individualismo e a alienação.
Reside, portanto, nessa evolução tecnológica na forma de se comunicar, um paradoxo. Ao passo que aproxima as pessoas, rompendo as barreiras de tempo e distância, separa-as, gerando um comodismo que impede a verdadeira comunicação: a comunicação pessoal.
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